terça-feira, 10 de dezembro de 2013

COMO COMEÇAR UMA PESQUISA GENEALÓGICA

Verifique o armário da sua casa antes da biblioteca.
Refazer a história da família tem a ver  primeiramente com encontrar  registros.  A primeira etapa é olhar ao redor de sua casa em busca de fatos e registros e também conversar muito com seus parentes mais antigos. A  informação que você pode conseguir com estes métodos cria uma base firme para a pesquisa futura.

Então você decidiu escavar sobre sua história e a da sua família! Parabéns! A Pesquisa Genealógica é um passatempo recompensante,  que pode  trazer um sentido real da realização e compreensão para você e sua família.  Se você for novo no assunto, pode estar se sentindo um bocado perdido  no início com os todos os recursos tradicionais e online disponíveis.
Permita-nos voltar um pouco, para antes dos microfilmes e programas de computador e começar com as bases dessa pesquisa.

Se você está contando a história da sua  família no papel ou no computador, de cara é recomendado anotar tantas informações possíveis. Dessa maneira, quando chegar a hora de organizar tudo em escrito ou dar entrado no computador, você terá bastante informação disponível para criar uma árvore genealógica razoavelmente contínua de diversas gerações.

Há quatro fontes principais de informação sobre a família neste primeiro estágio:

1- Na sua casa (ou na casa de parentes)
2- Seu próprio conhecimento de eventos da família
3- Entrevistas com membros da família
4- Pesquisas precedentes feitas por outras pessoas.


INVESTIGANDO EM CASA

Sua própria casa (ou a casa de um parente) pode ser uma fonte surpreendente da informação de família se você souber onde olhar. Os papéis podem dar-lhe indícios valiosos sobre seus antepassados e eventos em suas vidas.

Quando você está procurando a informação na casa, você pode encontrar os artigos que são datados, mas não tem anos. Por exemplo, "quinta-feira, 8 de março." Isto é especialmente verdadeiro com diários, cartas, e recados encontrados.
Às vezes você pode estimar o ano  pelo contexto. Para cartas, nao se esqueça de verificar o carimbo postal para ver se há uma data, e também no conteúdo da carta.

Abaixo há uma lista de itens e de lugares da casa onde você pode encontrar a informação genealógica. Você também pode procurar algum em mais algum outro local. Pergunte a seus parentes se possuem ou sabem algo sobre qualquer item destes que podem ser úteis a sua pesquisa.
  • Assinaturas ou dedicatórias em  livros
  • Biblias
  • Livros (verificar recados ou anotaçoes dentro)
  • Certificados (das escolas ou dos trabalhos)
  • Portas do armário (procure a escrita no interior)
  • Roupa e chapéus
  • LIvros de receita
  • Diários e agendas
  • Árvores genealógicas
  • Mobiliário (às vezes você encontrará nomes e datas nos fundos ou nas partes traseiras do mobiliário)
  • Albums de foto
  • Papéis importantes (testamentos, escrituras, e ações)
  • Jóias (tal como os os braceletes, colares,  ou os qualquer outra coisa que podem ter uma escriçao de nome  ou indicar a a participaçao em uma organização)
  • Cartas
  • Recortes de jornal
  • Retratos (não se esqueça de olhar as partes traseiras)
  • Currículos
  • Papéis da escola (os cartões do relatório podem ter assinaturas dos pais)
  • Livros de anotaçoes
  • Registro de desembarque
  • Registro de estrangeiro.

MEMÓRIAS...OS LUGARES ESCONDIDOS DA SUA MENTE

Uma das  melhores maneiras de começar sua árvore de família é simplesmente escrever  toda a informação básica que você sabe sobre seus parentes (nascimentos, casamentos, óbitos, datas e lugares)  indo o mais fundo possível nas suas memórias. Comece com você ou seus filhos, passando para gerações passadas o mais distante que você pode lembrar.
Escrevendo tudo claramente no papel, você verá rapidamente as partes onde faltam dados ou que os dados se contradizem você terá condições de  traçar um plano de onde começar a investigar os registros que faltam ou para quem escrever pedindo auxilio documental.
Uma vez que você fez sua lista, peça a seus parentes vivos toda a informação que puderem ter. Isto é especialmente importante para os membros mais velhos da família, porque possuem frequentemente informaçoes sobre antepassados antigos. Em muitas famílias dos Estados Unidos, ou mesmo no Brasil ,a geração viva  mais velha é também a primeira que imigrou ao país, ou faz parte da primeira geração após a imigração. Seus pais ou avós podem ter alguma memória "do antigo país" ou ao menos alguma história passada de geração em geração sobre suas origens.

PERGUNTAS. MUITAS PERGUNTAS!


A etapa seguinte a fazer  ao tentar preencher os espaços em branco é fazer  entrevistas orais sobre a história da família com seus parentes. Estes vão além dos fatos básicos às histórias, às memórias, e às interações da família com o mundo também serão contempladas. É interessante ver como todos juntos podem unir a rede — por exemplo, sua mãe pôde recordar onde estava vivendo na idade 13 e descrever  a casa e como eram as coisas nessa idade. Você conhecerá provavelmente muitas histórias da família que podem adicionar grande profundidade a sua história da família indo além dos nomes, das datas, e dos lugares. Ter este conhecimento mais real e profundo sobre um  antepassado é um dos presentes  mais grandes que a pesquisa genealógica tem a oferecer.
Há muitas maneiras de entrevistar um parente: você pode escolher gravar, ou filmar a entrevista (mesmo com seu celular) ou fazer somente anotações em papel, (eu aconselho anotar e deixar gravando - para ouvir depois e anotar com mais calma). Você pode fazer perguntas abertas ou direcionadas para a obter informação específica, e assim por diante. As coisas  mais importantes que você precisa saber antes são: saber receber com respeito as memórias da  pessoa que você está entrevistando e anote tudo e faça a transcrição depois o mais rápido possível de haver terminado a entrevista, pois tudo ainda estará mais fresco na sua mente.  

EXAMINE O CAMINHO QUE OUTROS JÁ FIZERAM


Uma coisa a ter na cabeça é que provavelmente você não é a única pessoa que pesquisa sua família. Se você souber já de alguém que tem trabalhado na árvore de família, tente de toda maneira entrar em contato com ela e veja se está disposto a compartilhar o que já encontraram. Isso pode te ajudar a poupar muito tempo que você teria que gastar em descobrir o que já foi pesquisado.  
Além das fontes dentro de sua família próxima, acontece frequentemente que um parente mais distante pode estar  trabalhando na árvore de família, talvez de um ângulo diferente ou de uma linha a um antepassado comum distante. Você pode encontrar que publicaram sua pesquisa em vários fóruns públicos. A maioria destes fóruns têm a informação do contato para as pessoas que lhes submeteram a pesquisa, assim que, se você procurar em um destes serviços e encontrar um elo comum com sua árvore de família, você pode frequentemente escrever ao contribuinte diretamente e começar a compartilhar da informação.

E FINALMENTE...

Uma coisa a manter em mente durante todas estas etapas é que as anotações claras dos dados que você encontra pelo caminho lhe ajudarão mais tarde. Quando você encontrar uma foto velha da família e pedir a tia Clara para identificar todos os integrantes, faça  uma anotação de seus nomes e de qualquer outra informação que ela puder dar. Não despreze nada, Mesmo que não faça muito sentido no momento. Anote e guarde tudo! 


Você começou uma longa e recompensante jornada rumo a história da sua família. Esperamos que estes primeiros quatro passos que foram dados anteriormente sejam como vento impulsionando você nesta viajem ao passado em busca de suas raízes. 
Fonte: traduzido de genealogy.com

sábado, 6 de julho de 2013

OUTRAS FAMÍLIAS ITALIANAS " FIOCCO" QUE VIERAM PARA O BRASIL PROVENIENTES DA MESMA REGIÃO DOS MEUS "ANTENATI".


[As pessoas marcadas com * não vieram para o Brasil]

Comune di SANBELLINO - RO - chegada ao Brasil em 07/07/1887 - vapor Bourgogne

Bonaventura Fiocco, 47 anos - marido
Marina Borin, 43 anos - esposa
Leonardo Fiocco, 21 anos - filho [nascido em 08/02/1866 em San Bellino]
Sisinio (Cinesio) Fiocco, 17 anos - filho [nascido em 07/04/1870 em San Bellino]
Isacco Fiocco, 15 anos - filho [nascido em 14/08/1872 em San Bellino]
Bonaventura Fiocco, 12 anos - filho
Florindo Fiocco, 02 anos - filho [nascido em 19/09/1884 em San Bellino]
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Comune di ARQUÀPOLESINE - chegada ao Brasil em 21/06/1888 - vapor Bourgogne

Angelo Fiocco, 40 anos - marido [filho de Giuseppe Fiocco* e Giustina Torresin* - nascido em 21/05/1848 em Polesella]
Maria Teresa Gardina, 27 anos - esposa
Attilio Fiocco, 10 anos - [filho de Angelo Fiocco e Tereza  Zammariola* - sua primeira esposa]
Maria Fiocco, 05 anos - filha
Pietro Fiocco, 03 anos - filho [nascido em 30/06/1885 em Arquà Polesine]
Leonardo Fiocco, 2 meses - filho [nascido em 18/04/1888 em Arquà Polesine]
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Comune di CEREGNANO- RO - chegada ao Brasil em 21/09/1888 - vapor Poitou - (destino: Campinas/Baroneza de Atibaia)

Luigi Fiocco, 35 anos - marido [nascido em 05/08/1853 em Ceregnano]
Regina, 30 anos - esposa
Assunta, 07 anos - filha
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Comune di CRESPINO-RO - chegada ao Brasil em 25/07/1891 - vapor G.B. Lavarello

Pietro Fiocco, 39 anos - pai - casado
Maria Fiocco, 40 anos - esposa
Luigi Fiocco, 26 anos - [irmão de Pietro Fiocco]
Giovanni Fiocco, 16 anos - filho
Erminio Fiocco, 13 anos - filho
Quinto Fiocco, 05 anos - filho [nascido em 04/10/1885 em Crespino]
Dausolina Fiocco, 01 ano - filha
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Comune di LIMENA-PD - chegada ao Brasil em 09/11/1891 - vapor Solferino

Família 01

Luigi Fiocco, 41 - marido [filho de Giuseppe* e Angela Cera* - nascido em 29/01/1850 em Padova]
Rosa Fiocco, 35 anos - esposa
Giuseppe Fiocco, 09 anos - filho [nascido em 01/03/1882 em Limena]
Angela Fiocco, 07 anos - filha
Pasquale Fiocco, 05 anos - filho [nascido em 13/04/1886 em Limena]
Pietro Fiocco, 02 anos - filho [nascido em 25/06/1889 em Limena]

Família 02

Felice Fiocco, 34 anos - marido

Rosa, 27 anos - esposa
Fiorindo Fiocco, 07 anos - filho [nascido em 11/10/1887 em Limena]
Cesira Fiocco, 05 anos - filha
Giuseppina Fiocco, 02 anos - filha
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Comune di LENDINARA - chegada ao Brasil em 22/09/1891 - vapor Sírio
Meus antepassados:

Gaspare (Melchiorre Fiocco), 53 anos - marido [filho de Marco Fiocco*]
Maria (Domenica Fenzi), 53 anos - esposa [filha de Giovanni Battista Fenzi*]
Rodolfo Fiocco, 20 anos - filho [nascido em 13/05/1871 em Lendinara]
Vittoria Fiocco, 17 anos - filha [nascida em 09/08/1874 em Lendinara]
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Comune di STANGHELLA- PD - chegada ao Brasil em 14/10/1897 - vapor Equità

Pasquale Fiocco,  44 anos - chefe - agricultor (viuvo de Gaetana Zangirolami*)
Giovanna, 69 anos - viuva (provavelmente mãe de Pasquale)
Teresa Fiocco, 12 anos - filha
Adamo Fiocco, 25 anos - filho - casado [nascido em 06/12/1872 em Stanghella]
Filomena Bernusso, 26 - nora - casada
Antonio Romano Fiocco, 3 anos - (filho de Adamo Fiocco e Filomena Bernusso) [nascido em 12/07/1894 em Stanghella]

segunda-feira, 1 de julho de 2013

ENVENENAMENTO FAMILIA FIOCCO

Ontem pesquisando no jornal de A GAZETA DE BATATAIS - de 14 de março de 1920 encontrei enfim duas notícias que falavam do até então "suposto" envenamento do meu bisavô e outros membros da família:
Aqui está a confirmação dos fatos:


Meu tio Helio comentava que seu tio Dante carregava sequelas decorridas deste envenenamento.
Vou ver o que mais descubro sobre este caso...

domingo, 11 de dezembro de 2011

ANTEPASSADOS


Esse é o resultado das descobertas dos meus "antepassados diretos" até os dias atuais!


sábado, 19 de novembro de 2011

domingo, 27 de março de 2011

MINHAS RAÍZES - A PROCURA (parte 10) – Famílias e seus registros de entrada.

Aqui está o resumo por ordem de chegada ao Brasil de todas as famílias dos meus antepassados de imigrantes italianos e austríacos:

Dados dos registros da Hospedaria dos Imigrantes de São Paulo.

FAMÍLIA LORENZINI
31/05/1891 - Navio vapor Bourgogne - aportado em Santos-SP

Antonia Cappelletti Lorenzini, 51 anos, viúva - mãe
Silvia Cattarina, 12 anos - filha
Antonio Valentino, 10 anos - filho
*Angelo Maria, 14 anos - filho (meu bisavô)
Davide Daniele Domenico, 23 anos - filho

FAMÍLIA ALDRIGHI
21/09/1891 - Navio vapor Santa Fé - aportado em Santos-SP

Gerardo Aldrighi, 38 anos - marido (meu trisavô)
Angela, 27 anos - esposa (madrasta das crianças)
Angelo, 10 anos - filho
*Adele, 8 anos - filha (minha bisavó)
Maria, 4 anos - filha

FAMÍLIA FIOCCO
22/09/1891 - Navio vapor Sírio - aportado em Santos, vindo do Rio de Janeiro-RJ

Melchiorre (Gaspare) Fiocco, 53 anos - marido (meu trisavô)
Maria, 53 anos - esposa
*Rodolfo, 20 anos - filho (meu bisavô)
Vittoria, 17 anos - filha

FAMÍLIA CERIBELLI
05/10/1891 - Navio vapor Caffaro - aportado em Santos-SP

Antonio Ceribelli, 53 anos - marido (meu trisavô)
Angela Colleoni Ceribelli, 49 anos - esposa (minha trisavó)
Giaccomo, 26 anos - filho
Alessandro, 21 anos - filho
Massimo, 19 anos - filho
Isaia Giuseppe, 17 anos - filho
*Maria, 14 anos - filha (minha bisavó)
Francesca, 12 anos - filha
Cecilia, 6 anos - filha

segunda-feira, 14 de março de 2011

MINHAS RAÍZES - A PROCURA (parte 09) – A descoberta das últimas chegadas.

Ontem descobri enfim a data de chegada e porto de entrada de 2 dos meus anteapassados que estava faltando eu descobrir.
Graças à disponibilização completa do banco de dados no site do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Eu tenho procurado esses registros de entrada há pelo menos 5 anos e não conseguia achar, pela forma que o antigo site do Memorial do Imigrante disponibilizava o banco de dados. Não era possível buscar por nomes. Apenas por sobrenome e nome + sobrenome.
A possibilidade de achá-los era muito difícil . Vou dar um exemplo:
O meu trisavô foi grafado com inúmeros nomes, e em diferentes registros que encontrei, fora o sobrenome:

Nome correto: MELCHIORRE FIOCCO.
Nome que ele foi registrado na hospedaria: Gaspare Froco. (talvez seja um nome composto: Melchiorre Gaspare Fiocco)

Agora imagine as possibilidades de nomes somadas ao sobrenome: Melchiore, Melchiorre, Marchiore, Marchiori, Marchior, Marcheori, Martióro, Matioro, Gaspar, Gaspero, Gaspare, Gaspari, Fiocco, Fioco, Fiaco, Fisco, Focco, Ficco, Fiocchi, Fiochi, Fioche, Froco, Floco, e assim por diante. As combinações eram milhares.
Acabei encontrando também o registro de outro trisavô:

Nome correto: GERARDO ALDRIGHI.
Foi registrado no livro da hospedaria como Gerardo Andrighi:
Vou resumir todas as entradas das minhas 4 famílias de imigrantes italianos antepassados.