terça-feira, 7 de setembro de 2010

MINHAS RAÍZES – A PROCURA (parte 06)

Até então eu estava procurando ADOLPHO FIOCCO filho de GASPÁR FIOCCO ou ANGELO FIOCCO e DOMINGA FENZI. (grafada Fenci).
Depois de muitos e-mails num grupo de discussão de imigração italiana, e muita pesquisa na internet, muito vai-e-vém, achei algumas coincidências que me fizeram mudar o rumo das pesquisas.
Fui ao cartório de Batatais e pedi a certidão de nascimento do meu avô e de um irmão dele.
Em ambos os registros os nomes dos avós deles eram: MATIÓRO FIOCCO ou MARTIÓRO e DOMINGA. Diziam que Adolpho era natural de Veneza e no outro registro que era natural de Rovigo.
No site “imigrazione veneta” havia um registro de RODOLFO FIOCCO filho de MELCHIORE e DOMENICA FENZI.
Então pensei:
Martióro = MELCHIORE
Dominga = DOMENICA
A princípio pensei que Rodolfo poderia ser irmão no meu bisavô Adolpho.
No grupo de discussões falei com Raffaella Mattera, que sempre gentilmente atendia minhas solicitações de busca. E ela me disse que este Rodolfo era meu bisavô, e que ambos os nomes Rodolfo e Adolpho poderiam ser usados.  Estava desvendado o mistério da origem de meu ancestral:
Meu bisavô RODOLFO FIOCCO nascido no comune de Lendinara – Rovigo, em 1871.
Dados fornecidos pela Raffaella, e que mais tarde comprovei no site do Archivio di Stato de Padova, na lista de Leva Militare de 1846 a 1902, disponível online. (http://www.aspd.beniculturali.it/leva_login.php)
Com os dados que havia obtido da dona Daici Ceribelli, que me disse que o avô dela Isaia Giuseppe Ceribelli, havia nascido em CAVERNAGO, frazione MALPAGA, Bérgamo, também descobri que minha bisnonna MARIA CERIBELLI que se casou com RODOLFO FIOCCO, nasceu também em Malpaga.
Essa era a situação no final de 2009. A partir de agora vou relatar o restante, até chegar nos dias de hoje e logo, logo pretendo relatar em “real time”…

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

MINHAS RAÍZES - A PROCURA - ENVENENAMENTO (parte 05)

Depois disso tudo dei uma parada nas minhas pesquisas e as retomei em meados de 2009. Foi quando descobri um site que montava árvore genealógica online. O Genoom! Depois de um mês abandonei o genoon e fui parar no site http://www.myheritage.com.br/ onde publiquei minha árvore e a atualizo constantemente. Em julho de 2009 liguei para o meu pai e perguntei se ele tinha um telefone de algum primo dele, pois eu queria retomar a pesquisa. Liguei para uma prima dele (que eu não conheço pessoalmente até hoje) e ela me mandou um e-mail depois falando de uma senhora Ceribelli que morava em Ribeirão Preto que talvez poderia me dar alguma informação.
Liguei para esta senhora e marquei de ir a Ribeirão Preto na casa dela pra ela me contar pessoalmente o que sabia. Dona Daici Ceribelli me disse que lembrava dos meus tios-avós Fiocco e que a história que ela sabia é que meu bisavô havia morrido novo! Adolpho (Rodolfo) Fiocco e Maria Ceribelli foram ficando doentes e descobriram posteriormente que o sal que eles consumiam estava contaminado por arsênico. Ou seja o sal teria se contaminando durante o transporte no trem.
Abaixo a transcrição do áudio do depoimento de dona Daici:
" – …Eles sempre contavam uma história assim: Que eles morreram envenenados. Que a mogiana (companhia mogiana de estradas de ferro) trouxe um sal e aí seus bisavós começaram a ficar doentes, chamou o médico e a pessoa tinha diarréia e tinha isso... A vovó era uma pessoa muito prestativa, a vó Teresa (Theresa Sentelegue), muito assim, dava muita roupa, era o estilão dela. Brava! Ela pegou e foi lá fazer comida pra eles, mas ela não comeu, ela pegou e deu o resto de comida pro cachorro e quando ela deu o cachorro morreu. E ela deu conta disso... E já chamou o médico. O médico já tava seguindo... Óh, o cachorro morreu! Deve ser... Aí foram levantar assim, o envenenamento do sal..."
Não sabemos a verdade sobre isto, pois imagino que se essa contaminação ocorreu no transporte, deve ter sido contaminado uma grande quantidade de sal e sendo assim, outras pessoas que consumiram este sal teriam sido vitimadas também. Mas daí é uma outra história, e quem sabe um dia resolvo pesquisar.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

MINHAS RAÍZES - A PROCURA (parte 04)

De Batatais a São Paulo

Alguns meses se passaram e me mudei para São Paulo, onde vim trabalhar. Na verdade mais precisamente morei por seis meses em Taboão da Serra e trabalhava em Cotia na região metropolitana de São Paulo, fazendo eventos em São Paulo e pelo Brasil afora.

Um belo dia resolvi sair de onde eu morava na zona oeste e peguei o metrô pra desembarcar na zona leste, mais precisamente na estação Bresser para ir ao MEMORIAL DO IMIGRANTE, antiga hospedaria por onde passou a maioria dos imigrantes chegados ao porto de Santos, e provavelmente algum italiano antepassado teria registro naquela hospedaria.


Conheci o museu meio às pressas, pois cheguei próximo ao fim do expediente. Visitei por meia horinha e fui para um dos terminais de pesquisas disponíveis.
Não encontrei os Fiocco, nem Lorenzini que eu procurava, mas acabei encontrando dados sobre alguns Ceribelli que talvez poderiam ser da família de minha bisnonna.
Anotei os dados sobre as pessoas da família, idades, data de chegada e navio.
Mas não dei muita atenção. Pois queria saber as informações sobre a família Fiocco.
A falta de experiência não me deixava ver que qualquer dado era importante. Alguns anos depois vim a confirmar que a família que eu havia encontrado nos registros era mesmo a de minha bisnonna Maria Ceribelli, que desembarcou no porto de Santos no navio vapor CAFFARO em 5 de outubro de 1891, com 14 anos, acompanhada de seus pais Antonio, 53 e Angela Colleoni, 49 e seu irmãos Giaccomo, 26, Alessandro, 21, Massimo, 19, Giuseppina, 17 (na verdade Isaia Giuseppe, vim a descobrir posteriormente), Francesca, 02, e Cecilia com 06 anos.

MINHAS RAÍZES - A PROCURA (parte 03)

Ainda em Batatais, fui ao cartório de registro civil prá tentar achar alguma certidão, mas, as coisas eram bem complicadas sem datas específicas.
Não me lembro como o oficial do cartório encontrou a certidão de óbito do meu Bisavô italiano. Talvez eu tenha dado a ele uma margem de erro de 5 anos e com boa a vontade que não lhe é peculiar ele conseguiu.
Nela constava: Adolpho Fiocco, filho de Angelo Fiocco e Maria Fiocco. Faleceu no dia tal do ano tal, pela causa tal.
Os dados batiam, mas os nomes dos pais do meu bisavô, na verdade, meu trisavós, eram divergentes dos que eu havia encontrado na certidão de casamento na igreja.
Lá constavam Adolpho, filho de Gaspár Fiocco e Dominga Fenci.
Que confusão! Já me bastava não saber a grafia correta do sobrenome da minha avó que continham as seguintes variações : Lucia Lourenzin, Luzia Lorenzin, Lourenzin, e na versão aportuguesada e adotada na maioria dos documentos Luzia Lorencini ou Lorencine. E agora o bisnonno!!!


Comecei a desenhar então o gráfico da minha árvore genealógica: colocava todos os nomes encontrados, mesmo que divergentes, os colocava como opções, possibilidades, até eu investigar mais a fundo e descobrir os verdadeiros nomes, sobrenomes e grafia corretos.
Todo e qualquer dado era bem vindo. Cada nome era um
a vida de milhares de informações, cada data específica tinha um significado especial. Ficava cada vez mais interessante o quebra-cabeça, as peças iam se juntando aos poucos.

Na árvore já se podia contemplar: Eu, meus Pais, meus quatro Avós, meus oito Bisavós e também os nomes de oito Trisavós dos quais eu tinha conhecimento:

  • Bazelio Lorenzini e Antônia Cappelletti
  • Gaspár ou Angelo Fiocco e Maria ou Dominga Fenci
  • Antonio Ceribelli e Angela Colleoni
  • Gerardo Aldrighi e Maria Fabbris.
 
Nenhuma pista de que cidade ou região da Itália eles vieram. Em todos os registros achados até agora constavam penas a frase: natural de Itália.
Meu tio Álvaro (que já havia ido à Itália a passeio) dizia que meu bisavô Fiocco era da região de Vêneto, podendo ser de Rovigo, Veneza, Verona. Mas nada concreto.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

MINHAS RAÍZES - A PROCURA (parte 02)

Pois bem,

Fui falar com minha avó sobre o achado e perguntar se ela sabia mais alguma coisa sobre a família dela, ela me disse que o pai dela se chamava Angelo e sua avó era Amelia Aldrigo, (mais tarde descobri que o nome correto era Adele Aldrighi), me disse também que seu avô era Bazelio e sua avó Antonia.
Pronto! já tinha bastante informação para a minha pesquisa deslanchar.
Fui até a igreja de Batatais, onde eu nasci e morava nesta época, e comecei a pesquisar em registros nos livros de casamentos da igreja Matriz de São Bom Jesus da Cana Verde, onde provavelmente iria achar alguma outra informação.
Apesar de minha avó ser natural de Brodowski, a maioria de nascimentos e casamentos de antigamente estão na igreja de Batatais, uma vez que Brodowski ainda não era um município e sim um distrito e pertencia à comarca de Batatais.
Depois de horas pesquisando nos livros da igreja, achei o registro de casamento de meus avós - José Pio Fiocco e Luzia Lorenzini e bisavós - Angelo Lorenzini e Adele Aldrighi e Adolpho Fiocco e Maria Ceribelli. Fiquei super feliz. Imagina! Revendo registros dos livros de casamentos da década de 1890 alí na minha frente. Foi muita emoção!

MINHAS RAÍZES - A PROCURA (parte 01)

Uma bela manhã, há mais ou menos uns 6 anos atrás, remexendo em velharias e arrumando a bagunça do meu quarto empolgado, encontrei uma pasta com certidão de óbito de meu avô paterno José Pio Fiocco, falecido em 1991 e também uma certidão de batismo de minha avó paterna Luzia Lorenzini Fiocco (viva à época).
Achei interessante aquilo tudo. Os nomes que eu não conhecia, as datas, aquela caligrafia tombada escrita num papel já amarelado pelo tempo e quase podre, principalmente sobre a certidão de batismo que datava de 1948, esplanando o nascimento de minha avó em 1915.
Desde então comecei a procurar saber mais sobre a história da minha família.
Sempre ouvia minha avó dizendo que seu pais eram "Ostriácos" (imagino que ela falava assim , pois era exatamente como ouvia seus pais pronunciarem a palavra "Austríacos"), e sobre meu avó Fiocco a única informação que sabia até então era que seu pai (meu bisavô) chamava-se Adolfo Fiocco e sua mãe (minha bisavó) chamava-se Maria Ceribelli e que eram italianos. E nada mais...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

ORIGEM SOBRENOME

FIOCCHI
FIOCCO


Fiocchi sembrerebbe avere tre ceppi, uno nell'area milanese e pavese, uno nel bolognese ed uno nella zona dell'Umbria ai confini col rietino e nel rietino stesso, Fiocco ha vari ceppi, nel bresciano, veronese, padovano e rovigoto, nel Lazio, nel romano in particolare, nel teatino, campobassano, foggiano, nel casertano, napoletano e salernitano ed uno nel messinese e catanese, la derivazione potrebbe essere da alterazioni del cognomen latino Flaccus.
integrazioni fornite da Giovanni Vezzelli
Fiocchi ha alla base gli antichi soprannomi formati da 'fiocco', attraverso nomi di mestiere (chi raccoglie e vende fiocchi di lana o seta, o che produceva una pasta di media pezzatura a forma di fiocco), o anche usi figurati, scherzosi e allusivi (chi portava un cravattino o fiocco annodato alla camicia, chi aveva una barca con il fiocco, cioè una vela triangolare collocata a prora, ecc.)