quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

ATO DE MATRIMÔNIO DE MEUS TETRAVÓS

Semana passada recebi de uma  pessoa de Villa Estense-PD, o ato de matrimônio dos meus tetravós!!! Marco Fiocco e Anna Maria Targa. Ainda espero conseguir mais informações.


Dì 10 febbraro 1834
Marco di Matteo Fiocco e Lucia Seno nato in questa Parrocchia lì 5 aprile 1808 ove attualmente dimora, cattolico, nubile, falegname, premesse le canoniche pubblicazioni nelle rispettive chiese ne’ giorni 26 gennaro trascorso,  e 9 febbraro corrente senza opposizione alcuna, si unì in matrimonio per verba de’ presenti subscripte con Anna Maria del fu Antonio Targa e della vivente Francesca Candeo, nata in Vescovana lì 11 marzo 1811, in età di anni 14 passata a Boara Padovana, e da anni sei circa domiciliata in Villa di Villa, cattolica, nubile, affittuale, con l’assistenza di me don Vincenzo Filippi arciprete. Testimoni noti rogati Antonio Modena e Luigi Modena campanari. Per tale matrimonio concorse l’assenso dell’Imperial Regia Pretura per la sposa minore sotto il giorno 2 febbraro corrente n.1048.

Grazie al gentile Sig. Vincenzo Contegiacomo per la immagine e trascrizione!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

REGISTRO DE BATISMO DO MEUS BISAVÔ - RODOLFO FIOCCO

Consegui enfim descobrir onde meu bisavô foi batizado. Com a imprescindível ajuda de uma pessoa que achei no facebook, seu nome é Paolo Nagliati, que se dispôs a ir até a igreja e procurar o registro do meu bisavô, e de quebra ainda me enviou mais alguns registros de possíveis parentes. da Família Fenzi.
Meu bisavô nasceu em Lendinara, na "frazione" de Valdentro, onde moravam (frazione - podemos traduzir por distrito (um bairro mais afastado).
O que ocorre é que esse distrito fica bem na divisa de outra cidade chamada: Villanova del Ghebbo.
E foi na paróquia San Michelle, Arcangelo em Villanova, que meu bisavô foi batizado.
Abaixo a imagem do registro escrito em latim da página do livro de batismos de 1871.


Agradeço a todas as pessoas que me ajudaram nos últimos anos a procurar este registro... Pessoas que nem conheço pessoalmente, mas que foram muito atenciosas e gentis... entre elas estão:
Ennio Belluco (pela ajuda inicial e indicação de Paolo)
Cleusa Fiocco e seu amigo padre e freiras que ela mobilizou e que nem sei quem são, que rodaram as paróquias de Lendinara.
Lea Beraldo e conhecidas dela, Maria Izabel e a italiana Diva, pelo empenho e contatos com as paróquias.

A Busca não para. Agora é tentar o "Foglio di Famiglia", para descobrir mais coisas.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O CONSTRUTOR DE CARROÇAS

Em homenagem ao meu bisavô Rodolfo e ao pai dele Melchiorre ... sobre a profissão que exerciam. Que era passada através das gerações de pai para filhos.



"Ele era um carpinteiro com habilidades de artesão e ferreiro que entendia de soldagem, usinagem. Era grande conhecedor de madeira e sabia como construir diferentes tipos de veículos de tração... grandes carroças, carriolas, e outros.
Era um trabalho que exigia muitos anos de aprendizagem e era muito apreciado pelos outros." 


sábado, 1 de fevereiro de 2014

TENHA ORGULHO DE SEUS ANTEPASSADOS

São as pessoas humildes que eu procuro, 
O sal da Terra, por assim dizer,
Aqueles que domaram o solo bruto,
E fizeram nele as sementes florescer.

São estes que eu gosto de encontrar,
Quando mergulhado na estrada da genealogia.
E é apenas por orgulho que me deixo levar,
Refazendo seus passos para assim os imortalizar.

Aqueles que buscam o passado com sonhos de glória,
Esperando encontrar heróis e ducados em cada história,
Não devem jamais se desapontar
Ao descobrirem que os nossos humildes bisavós
Tinham somente as estrelas para contemplar.

G. McCoy 
Source: The Sunny Side of Genealogy, 
compiled by Fonda D. Baselt, 
Genealogical Publishing Co., Baltimore, 1988, p.10 
(tradução livre e não autorizada: Lea Beraldo) 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

COMO COMEÇAR UMA PESQUISA GENEALÓGICA

Verifique o armário da sua casa antes da biblioteca.
Refazer a história da família tem a ver  primeiramente com encontrar  registros.  A primeira etapa é olhar ao redor de sua casa em busca de fatos e registros e também conversar muito com seus parentes mais antigos. A  informação que você pode conseguir com estes métodos cria uma base firme para a pesquisa futura.

Então você decidiu escavar sobre sua história e a da sua família! Parabéns! A Pesquisa Genealógica é um passatempo recompensante,  que pode  trazer um sentido real da realização e compreensão para você e sua família.  Se você for novo no assunto, pode estar se sentindo um bocado perdido  no início com os todos os recursos tradicionais e online disponíveis.
Permita-nos voltar um pouco, para antes dos microfilmes e programas de computador e começar com as bases dessa pesquisa.

Se você está contando a história da sua  família no papel ou no computador, de cara é recomendado anotar tantas informações possíveis. Dessa maneira, quando chegar a hora de organizar tudo em escrito ou dar entrado no computador, você terá bastante informação disponível para criar uma árvore genealógica razoavelmente contínua de diversas gerações.

Há quatro fontes principais de informação sobre a família neste primeiro estágio:

1- Na sua casa (ou na casa de parentes)
2- Seu próprio conhecimento de eventos da família
3- Entrevistas com membros da família
4- Pesquisas precedentes feitas por outras pessoas.


INVESTIGANDO EM CASA

Sua própria casa (ou a casa de um parente) pode ser uma fonte surpreendente da informação de família se você souber onde olhar. Os papéis podem dar-lhe indícios valiosos sobre seus antepassados e eventos em suas vidas.

Quando você está procurando a informação na casa, você pode encontrar os artigos que são datados, mas não tem anos. Por exemplo, "quinta-feira, 8 de março." Isto é especialmente verdadeiro com diários, cartas, e recados encontrados.
Às vezes você pode estimar o ano  pelo contexto. Para cartas, nao se esqueça de verificar o carimbo postal para ver se há uma data, e também no conteúdo da carta.

Abaixo há uma lista de itens e de lugares da casa onde você pode encontrar a informação genealógica. Você também pode procurar algum em mais algum outro local. Pergunte a seus parentes se possuem ou sabem algo sobre qualquer item destes que podem ser úteis a sua pesquisa.
  • Assinaturas ou dedicatórias em  livros
  • Biblias
  • Livros (verificar recados ou anotaçoes dentro)
  • Certificados (das escolas ou dos trabalhos)
  • Portas do armário (procure a escrita no interior)
  • Roupa e chapéus
  • LIvros de receita
  • Diários e agendas
  • Árvores genealógicas
  • Mobiliário (às vezes você encontrará nomes e datas nos fundos ou nas partes traseiras do mobiliário)
  • Albums de foto
  • Papéis importantes (testamentos, escrituras, e ações)
  • Jóias (tal como os os braceletes, colares,  ou os qualquer outra coisa que podem ter uma escriçao de nome  ou indicar a a participaçao em uma organização)
  • Cartas
  • Recortes de jornal
  • Retratos (não se esqueça de olhar as partes traseiras)
  • Currículos
  • Papéis da escola (os cartões do relatório podem ter assinaturas dos pais)
  • Livros de anotaçoes
  • Registro de desembarque
  • Registro de estrangeiro.

MEMÓRIAS...OS LUGARES ESCONDIDOS DA SUA MENTE

Uma das  melhores maneiras de começar sua árvore de família é simplesmente escrever  toda a informação básica que você sabe sobre seus parentes (nascimentos, casamentos, óbitos, datas e lugares)  indo o mais fundo possível nas suas memórias. Comece com você ou seus filhos, passando para gerações passadas o mais distante que você pode lembrar.
Escrevendo tudo claramente no papel, você verá rapidamente as partes onde faltam dados ou que os dados se contradizem você terá condições de  traçar um plano de onde começar a investigar os registros que faltam ou para quem escrever pedindo auxilio documental.
Uma vez que você fez sua lista, peça a seus parentes vivos toda a informação que puderem ter. Isto é especialmente importante para os membros mais velhos da família, porque possuem frequentemente informaçoes sobre antepassados antigos. Em muitas famílias dos Estados Unidos, ou mesmo no Brasil ,a geração viva  mais velha é também a primeira que imigrou ao país, ou faz parte da primeira geração após a imigração. Seus pais ou avós podem ter alguma memória "do antigo país" ou ao menos alguma história passada de geração em geração sobre suas origens.

PERGUNTAS. MUITAS PERGUNTAS!


A etapa seguinte a fazer  ao tentar preencher os espaços em branco é fazer  entrevistas orais sobre a história da família com seus parentes. Estes vão além dos fatos básicos às histórias, às memórias, e às interações da família com o mundo também serão contempladas. É interessante ver como todos juntos podem unir a rede — por exemplo, sua mãe pôde recordar onde estava vivendo na idade 13 e descrever  a casa e como eram as coisas nessa idade. Você conhecerá provavelmente muitas histórias da família que podem adicionar grande profundidade a sua história da família indo além dos nomes, das datas, e dos lugares. Ter este conhecimento mais real e profundo sobre um  antepassado é um dos presentes  mais grandes que a pesquisa genealógica tem a oferecer.
Há muitas maneiras de entrevistar um parente: você pode escolher gravar, ou filmar a entrevista (mesmo com seu celular) ou fazer somente anotações em papel, (eu aconselho anotar e deixar gravando - para ouvir depois e anotar com mais calma). Você pode fazer perguntas abertas ou direcionadas para a obter informação específica, e assim por diante. As coisas  mais importantes que você precisa saber antes são: saber receber com respeito as memórias da  pessoa que você está entrevistando e anote tudo e faça a transcrição depois o mais rápido possível de haver terminado a entrevista, pois tudo ainda estará mais fresco na sua mente.  

EXAMINE O CAMINHO QUE OUTROS JÁ FIZERAM


Uma coisa a ter na cabeça é que provavelmente você não é a única pessoa que pesquisa sua família. Se você souber já de alguém que tem trabalhado na árvore de família, tente de toda maneira entrar em contato com ela e veja se está disposto a compartilhar o que já encontraram. Isso pode te ajudar a poupar muito tempo que você teria que gastar em descobrir o que já foi pesquisado.  
Além das fontes dentro de sua família próxima, acontece frequentemente que um parente mais distante pode estar  trabalhando na árvore de família, talvez de um ângulo diferente ou de uma linha a um antepassado comum distante. Você pode encontrar que publicaram sua pesquisa em vários fóruns públicos. A maioria destes fóruns têm a informação do contato para as pessoas que lhes submeteram a pesquisa, assim que, se você procurar em um destes serviços e encontrar um elo comum com sua árvore de família, você pode frequentemente escrever ao contribuinte diretamente e começar a compartilhar da informação.

E FINALMENTE...

Uma coisa a manter em mente durante todas estas etapas é que as anotações claras dos dados que você encontra pelo caminho lhe ajudarão mais tarde. Quando você encontrar uma foto velha da família e pedir a tia Clara para identificar todos os integrantes, faça  uma anotação de seus nomes e de qualquer outra informação que ela puder dar. Não despreze nada, Mesmo que não faça muito sentido no momento. Anote e guarde tudo! 


Você começou uma longa e recompensante jornada rumo a história da sua família. Esperamos que estes primeiros quatro passos que foram dados anteriormente sejam como vento impulsionando você nesta viajem ao passado em busca de suas raízes. 
Fonte: traduzido de genealogy.com

sábado, 6 de julho de 2013

OUTRAS FAMÍLIAS ITALIANAS " FIOCCO" QUE VIERAM PARA O BRASIL PROVENIENTES DA MESMA REGIÃO DOS MEUS "ANTENATI".


[As pessoas marcadas com * não vieram para o Brasil]

Comune di SANBELLINO - RO - chegada ao Brasil em 07/07/1887 - vapor Bourgogne

Bonaventura Fiocco, 47 anos - marido
Marina Borin, 43 anos - esposa
Leonardo Fiocco, 21 anos - filho [nascido em 08/02/1866 em San Bellino]
Sisinio (Cinesio) Fiocco, 17 anos - filho [nascido em 07/04/1870 em San Bellino]
Isacco Fiocco, 15 anos - filho [nascido em 14/08/1872 em San Bellino]
Bonaventura Fiocco, 12 anos - filho
Florindo Fiocco, 02 anos - filho [nascido em 19/09/1884 em San Bellino]
___________________________________________________________________________

Comune di ARQUÀPOLESINE - chegada ao Brasil em 21/06/1888 - vapor Bourgogne

Angelo Fiocco, 40 anos - marido [filho de Giuseppe Fiocco* e Giustina Torresin* - nascido em 21/05/1848 em Polesella]
Maria Teresa Gardina, 27 anos - esposa
Attilio Fiocco, 10 anos - [filho de Angelo Fiocco e Tereza  Zammariola* - sua primeira esposa]
Maria Fiocco, 05 anos - filha
Pietro Fiocco, 03 anos - filho [nascido em 30/06/1885 em Arquà Polesine]
Leonardo Fiocco, 2 meses - filho [nascido em 18/04/1888 em Arquà Polesine]
___________________________________________________________________________

Comune di CEREGNANO- RO - chegada ao Brasil em 21/09/1888 - vapor Poitou - (destino: Campinas/Baroneza de Atibaia)

Luigi Fiocco, 35 anos - marido [nascido em 05/08/1853 em Ceregnano]
Regina, 30 anos - esposa
Assunta, 07 anos - filha
___________________________________________________________________________

Comune di CRESPINO-RO - chegada ao Brasil em 25/07/1891 - vapor G.B. Lavarello

Pietro Fiocco, 39 anos - pai - casado
Maria Fiocco, 40 anos - esposa
Luigi Fiocco, 26 anos - [irmão de Pietro Fiocco]
Giovanni Fiocco, 16 anos - filho
Erminio Fiocco, 13 anos - filho
Quinto Fiocco, 05 anos - filho [nascido em 04/10/1885 em Crespino]
Dausolina Fiocco, 01 ano - filha
___________________________________________________________________________

Comune di LIMENA-PD - chegada ao Brasil em 09/11/1891 - vapor Solferino

Família 01

Luigi Fiocco, 41 - marido [filho de Giuseppe* e Angela Cera* - nascido em 29/01/1850 em Padova]
Rosa Fiocco, 35 anos - esposa
Giuseppe Fiocco, 09 anos - filho [nascido em 01/03/1882 em Limena]
Angela Fiocco, 07 anos - filha
Pasquale Fiocco, 05 anos - filho [nascido em 13/04/1886 em Limena]
Pietro Fiocco, 02 anos - filho [nascido em 25/06/1889 em Limena]

Família 02

Felice Fiocco, 34 anos - marido

Rosa, 27 anos - esposa
Fiorindo Fiocco, 07 anos - filho [nascido em 11/10/1887 em Limena]
Cesira Fiocco, 05 anos - filha
Giuseppina Fiocco, 02 anos - filha
___________________________________________________________________________

Comune di LENDINARA - chegada ao Brasil em 22/09/1891 - vapor Sírio
Meus antepassados:

Gaspare (Melchiorre Fiocco), 53 anos - marido [filho de Marco Fiocco*]
Maria (Domenica Fenzi), 53 anos - esposa [filha de Giovanni Battista Fenzi*]
Rodolfo Fiocco, 20 anos - filho [nascido em 13/05/1871 em Lendinara]
Vittoria Fiocco, 17 anos - filha [nascida em 09/08/1874 em Lendinara]
___________________________________________________________________________

Comune di STANGHELLA- PD - chegada ao Brasil em 14/10/1897 - vapor Equità

Pasquale Fiocco,  44 anos - chefe - agricultor (viuvo de Gaetana Zangirolami*)
Giovanna, 69 anos - viuva (provavelmente mãe de Pasquale)
Teresa Fiocco, 12 anos - filha
Adamo Fiocco, 25 anos - filho - casado [nascido em 06/12/1872 em Stanghella]
Filomena Bernusso, 26 - nora - casada
Antonio Romano Fiocco, 3 anos - (filho de Adamo Fiocco e Filomena Bernusso) [nascido em 12/07/1894 em Stanghella]

segunda-feira, 1 de julho de 2013

ENVENENAMENTO FAMILIA FIOCCO

Ontem pesquisando no jornal de A GAZETA DE BATATAIS - de 14 de março de 1920 encontrei enfim duas notícias que falavam do até então "suposto" envenamento do meu bisavô e outros membros da família:
Aqui está a confirmação dos fatos:


Meu tio Helio comentava que seu tio Dante carregava sequelas decorridas deste envenenamento.
Vou ver o que mais descubro sobre este caso...

domingo, 11 de dezembro de 2011

ANTEPASSADOS


Esse é o resultado das descobertas dos meus "antepassados diretos" até os dias atuais!


sábado, 19 de novembro de 2011

domingo, 27 de março de 2011

MINHAS RAÍZES - A PROCURA (parte 10) – Famílias e seus registros de entrada.

Aqui está o resumo por ordem de chegada ao Brasil de todas as famílias dos meus antepassados de imigrantes italianos e austríacos:

Dados dos registros da Hospedaria dos Imigrantes de São Paulo.

FAMÍLIA LORENZINI
31/05/1891 - Navio vapor Bourgogne - aportado em Santos-SP

Antonia Cappelletti Lorenzini, 51 anos, viúva - mãe
Silvia Cattarina, 12 anos - filha
Antonio Valentino, 10 anos - filho
*Angelo Maria, 14 anos - filho (meu bisavô)
Davide Daniele Domenico, 23 anos - filho

FAMÍLIA ALDRIGHI
21/09/1891 - Navio vapor Santa Fé - aportado em Santos-SP

Gerardo Aldrighi, 38 anos - marido (meu trisavô)
Angela, 27 anos - esposa (madrasta das crianças)
Angelo, 10 anos - filho
*Adele, 8 anos - filha (minha bisavó)
Maria, 4 anos - filha

FAMÍLIA FIOCCO
22/09/1891 - Navio vapor Sírio - aportado em Santos, vindo do Rio de Janeiro-RJ

Melchiorre (Gaspare) Fiocco, 53 anos - marido (meu trisavô)
Maria, 53 anos - esposa
*Rodolfo, 20 anos - filho (meu bisavô)
Vittoria, 17 anos - filha

FAMÍLIA CERIBELLI
05/10/1891 - Navio vapor Caffaro - aportado em Santos-SP

Antonio Ceribelli, 53 anos - marido (meu trisavô)
Angela Colleoni Ceribelli, 49 anos - esposa (minha trisavó)
Giaccomo, 26 anos - filho
Alessandro, 21 anos - filho
Massimo, 19 anos - filho
Isaia Giuseppe, 17 anos - filho
*Maria, 14 anos - filha (minha bisavó)
Francesca, 12 anos - filha
Cecilia, 6 anos - filha

segunda-feira, 14 de março de 2011

MINHAS RAÍZES - A PROCURA (parte 09) – A descoberta das últimas chegadas.

Ontem descobri enfim a data de chegada e porto de entrada de 2 dos meus anteapassados que estava faltando eu descobrir.
Graças à disponibilização completa do banco de dados no site do Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Eu tenho procurado esses registros de entrada há pelo menos 5 anos e não conseguia achar, pela forma que o antigo site do Memorial do Imigrante disponibilizava o banco de dados. Não era possível buscar por nomes. Apenas por sobrenome e nome + sobrenome.
A possibilidade de achá-los era muito difícil . Vou dar um exemplo:
O meu trisavô foi grafado com inúmeros nomes, e em diferentes registros que encontrei, fora o sobrenome:

Nome correto: MELCHIORRE FIOCCO.
Nome que ele foi registrado na hospedaria: Gaspare Froco. (talvez seja um nome composto: Melchiorre Gaspare Fiocco)

Agora imagine as possibilidades de nomes somadas ao sobrenome: Melchiore, Melchiorre, Marchiore, Marchiori, Marchior, Marcheori, Martióro, Matioro, Gaspar, Gaspero, Gaspare, Gaspari, Fiocco, Fioco, Fiaco, Fisco, Focco, Ficco, Fiocchi, Fiochi, Fioche, Froco, Floco, e assim por diante. As combinações eram milhares.
Acabei encontrando também o registro de outro trisavô:

Nome correto: GERARDO ALDRIGHI.
Foi registrado no livro da hospedaria como Gerardo Andrighi:
Vou resumir todas as entradas das minhas 4 famílias de imigrantes italianos antepassados.

sábado, 18 de dezembro de 2010

MINHAS RAÍZES - A PROCURA (parte 08)

Antonia Cappelletti Lorenzini (minha trisavó), chegou ao Brasil com 51 anos, a bordo no navio vapor Bourgogne, no porto de  Santos-SP no dia 31 de maio de 1891.
Viúva de Basílio Lorenzini (falecido em 23 de outubro de 1887 na Bosnia), ela veio acompanhada de seus filhos:
Davide Daniele Domenico Lorenzini - 23 anos
Angelo Maria Lorenzini – 14 anos (meu bisavô)
Silvia Cattarina Lorenzini – 12 anos
Antonio Valentino Lorenzini – 10 anos
O destino provisório era a cidade de AMPARO-SP.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MINHAS RAÍZES - A PROCURA (parte 07)

Depois de ter encontrado o nome de meu trisavô Gerardo Aldrighi na Lista de Leva Militare de Padova-Rovigo, começou a minha busca por mais informações. No local de origem constava a seguinte informação: Venezia “Dal Pio Luogo – Esposti”
Pio Luogo =  “Lugar Santo”
Esposti = "Abandonado, deixado exposto"
Enviei e-mail para o Arquivo Histórico do Patriarcato de Veneza, e me informaram não ter o registro dele, mas me disseram que pelas palavras “pio luogo – esposti” provavelmente seria do Istituto Provinciale per l'Infanzia SANTA MARIA DELLA PIETÀ, existente até hoje.
Escrevi para esta intituição e depois de alguns meses recebi o relatório abaixo.
ALDRIGHI_GERARDO
Era comum às mães que abandonavam seus filhos colocá-los nas chamadas “Rodas dos Enjeitados”, que existiam em igrejas, conventos e insituições religiosas.
Era uma espécie de cilindro com uma abertura, onde se colocava a criança que ficava colocada estrategicamente na parede do local que fazia divisa com a rua. No caso dessa insituição, ele ficava numa parte mais discreta e escondida, jutamente para que o abandono fosse feito de forma que ninguém reconhecesse a mãe.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

MINHAS RAÍZES – A PROCURA (parte 06)

Até então eu estava procurando ADOLPHO FIOCCO filho de GASPÁR FIOCCO ou ANGELO FIOCCO e DOMINGA FENZI. (grafada Fenci).
Depois de muitos e-mails num grupo de discussão de imigração italiana, e muita pesquisa na internet, muito vai-e-vém, achei algumas coincidências que me fizeram mudar o rumo das pesquisas.
Fui ao cartório de Batatais e pedi a certidão de nascimento do meu avô e de um irmão dele.
Em ambos os registros os nomes dos avós deles eram: MATIÓRO FIOCCO ou MARTIÓRO e DOMINGA. Diziam que Adolpho era natural de Veneza e no outro registro que era natural de Rovigo.
No site “imigrazione veneta” havia um registro de RODOLFO FIOCCO filho de MELCHIORE e DOMENICA FENZI.
Então pensei:
Martióro = MELCHIORE
Dominga = DOMENICA
A princípio pensei que Rodolfo poderia ser irmão no meu bisavô Adolpho.
No grupo de discussões falei com Raffaella Mattera, que sempre gentilmente atendia minhas solicitações de busca. E ela me disse que este Rodolfo era meu bisavô, e que ambos os nomes Rodolfo e Adolpho poderiam ser usados.  Estava desvendado o mistério da origem de meu ancestral:
Meu bisavô RODOLFO FIOCCO nascido no comune de Lendinara – Rovigo, em 1871.
Dados fornecidos pela Raffaella, e que mais tarde comprovei no site do Archivio di Stato de Padova, na lista de Leva Militare de 1846 a 1902, disponível online. (http://www.aspd.beniculturali.it/leva_login.php)
Com os dados que havia obtido da dona Daici Ceribelli, que me disse que o avô dela Isaia Giuseppe Ceribelli, havia nascido em CAVERNAGO, frazione MALPAGA, Bérgamo, também descobri que minha bisnonna MARIA CERIBELLI que se casou com RODOLFO FIOCCO, nasceu também em Malpaga.
Essa era a situação no final de 2009. A partir de agora vou relatar o restante, até chegar nos dias de hoje e logo, logo pretendo relatar em “real time”…

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

MINHAS RAÍZES - A PROCURA - ENVENENAMENTO (parte 05)

Depois disso tudo dei uma parada nas minhas pesquisas e as retomei em meados de 2009. Foi quando descobri um site que montava árvore genealógica online. O Genoom! Depois de um mês abandonei o genoon e fui parar no site http://www.myheritage.com.br/ onde publiquei minha árvore e a atualizo constantemente. Em julho de 2009 liguei para o meu pai e perguntei se ele tinha um telefone de algum primo dele, pois eu queria retomar a pesquisa. Liguei para uma prima dele (que eu não conheço pessoalmente até hoje) e ela me mandou um e-mail depois falando de uma senhora Ceribelli que morava em Ribeirão Preto que talvez poderia me dar alguma informação.
Liguei para esta senhora e marquei de ir a Ribeirão Preto na casa dela pra ela me contar pessoalmente o que sabia. Dona Daici Ceribelli me disse que lembrava dos meus tios-avós Fiocco e que a história que ela sabia é que meu bisavô havia morrido novo! Adolpho (Rodolfo) Fiocco e Maria Ceribelli foram ficando doentes e descobriram posteriormente que o sal que eles consumiam estava contaminado por arsênico. Ou seja o sal teria se contaminando durante o transporte no trem.
Abaixo a transcrição do áudio do depoimento de dona Daici:
" – …Eles sempre contavam uma história assim: Que eles morreram envenenados. Que a mogiana (companhia mogiana de estradas de ferro) trouxe um sal e aí seus bisavós começaram a ficar doentes, chamou o médico e a pessoa tinha diarréia e tinha isso... A vovó era uma pessoa muito prestativa, a vó Teresa (Theresa Sentelegue), muito assim, dava muita roupa, era o estilão dela. Brava! Ela pegou e foi lá fazer comida pra eles, mas ela não comeu, ela pegou e deu o resto de comida pro cachorro e quando ela deu o cachorro morreu. E ela deu conta disso... E já chamou o médico. O médico já tava seguindo... Óh, o cachorro morreu! Deve ser... Aí foram levantar assim, o envenenamento do sal..."
Não sabemos a verdade sobre isto, pois imagino que se essa contaminação ocorreu no transporte, deve ter sido contaminado uma grande quantidade de sal e sendo assim, outras pessoas que consumiram este sal teriam sido vitimadas também. Mas daí é uma outra história, e quem sabe um dia resolvo pesquisar.